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Nas Escrituras, a união do casamento é uma metáfora ou retrato do relacionamento entre Deus e seu povo. No Antigo Testamento, Israel é retratado como a esposa de Javé (Uma forma mais íntima de chamar o Senhor Deus). Quando Israel se tornou infiel e adorou a outros deuses, ele foi descrito como meretriz (Jr 3:1; Ez 23).
Seu adultério espiritual tornou-se tão repugnante aos olhos de Deus, que ele lhe deu carta de divórcio (Jr 3:8). Isso era, na verdade, uma separação, pois Deus, em seu grande amor pelo povo escolhido, não podia suportar a idéia de romper com Israel sem uma promessa de renovação (Os 2:14-20, 5:15).

Nas Epístolas e em Apocalipse, a Igreja é descrita como a Noiva de Cristo. A experiência de obter uma noiva é semelhante para Adão e para Cristo - Deus fez Adão adormecer; Cristo foi colocado num túmulo. Quando Cristo veio à terra em forma humana, ele deixou o Pai. Quando começou seu ministério terreno e, finalmente, morreu na cruz, deixou a mãe. Isso tinha o propósito de fazê-lo ligar-se ao objeto do seu amor - seu povo. Quando ele é recebido no coração de cada pecador, torna-se com ele uma só carne.

todo o enfoque e todo o curso de uma vida mudam tanto pelo casamento como por uma experiência pessoal com Jesus Cristo. O casamento (1Co 7:3) e o fato de torna-se um filho de Deus (Mc 8:34, 1Co 6:20, 1Co 7:23) exigem a morte do "eu" e uma prestação de contas a Deus e a outros. A mulher ou marido não pode ser fiel a mais de um parceiro, assim como o cristão não pode servir a dois senhores. Os cristãos não devem hesitar em entregar o que tem; ele espera que demos tudo de nós em resposta (Rm 12:1-2).

No casamento, dois corações unem-se tornando-se dependentes um do outro por toda a vida. Isso é descrito em Jo 15, em que Jesus é a vinha e os cristãos, os ramos. É por meio da plenitude do Espírito Santo e de seu controle na vida de cada cônjuge que esse quadro do casamento e o relacionamento paralelo de Cristo com sua Noiva se aperfeiçoam. O Espírito Santo enche e satisfaz a ambos.

O plano de Deus para o casamento é apresentado em Gn 2:24, repetido nos Evangelhos (Mt 19:5) e nas Epístolas (Ef 5:31). O casamento é perfeito quando estabelece o compromisso de um homem com uma mulher por toda a vida.
Deus nunca pretendeu que o homem ficasse sozinho (Gn 2:18). O osso do qual a mulher foi criada foi retirado do próprio homem (Gn 2:23). A mulher foi retirada do homem e depois apresentada a ele a fim de complementá-lo. Deus criou o homem e a mulher à sua imagem (Gn 1:16), com necessidades físicas e emocionais que apenas outro ser humano pode preencher (Gn 2:18).


Não havia pais presentes no Éden, mas Deus prosseguiu com seu plano de unidade no casamento. Os dois devem "deixar" os pais e "unir-se", a fim de se tornarem um (Gn 2.:24). Deve estar dispostos a abandonar tudo o que pertence a antigos compromissos, estilos de vida com objetivos individuais e unir-se um a outro. Essa "união" refere-se a um laço forte e duradouro que os mantém ligados por um compromisso incondicional de amor e de aceitação, resultando numa unidade, uma combinação muito mais forte do que a força que casa um possuía separadamente antes (Ec. 4:9-12).

Nenhuma outra relação humana, nem mesmo a de pais e filhos, é superada pelo laço entre marido e mulher. O casamento é um compromisso de aliança- um voto feito a Deus e ao companheiro, não apenas de amor, mas também de fidelidade, que deve durar a vida toda num relacionamento de exclusividade. (Mt 19:6)

O casamento é um milagre três faces. É um milagre biológico, em que duas pessoas realmente tornam uma só carne; é um milagre social, por meio do qual duas famílias são enxertadas uma na outra; é um milagre espiritual, no qual a relação do casal é uma figura da união de Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5:23-27). De maneira clara, Deus planejou que transparência e abertura fossem parte do relacionamento no casamento - vulnerabilidade sem inibição (Gn 2:25)