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Em 1937, o vendedor americano Dale Carnegie publicou Como Fazer Amigos & Influenciar Pessoas, um guia para comerciantes. O livro foi adotado em cursos de treinamento profissional e se tornou um fenômeno que já vendeu 50 milhões de exemplares no mundo.
Considerado o precursor da auto-ajuda, serve para situações diversas da vida.

Abaixo, dez de seus principais ensinamentos:

1 - Seja receptivo a idéias.
Isso o torna mais simpático e mostra que a opinião dos outros importa para você.

2 - Seja um bom ouvinte.
Incentive as pessoas a falar sobre elas mesmas.

3 - Admita os seus erros.
É uma maneira eficiente de convencer os outros a mudar de comportamento e de mostrar que você é igual a eles.

4 - Elogie.
É a melhor maneira de potencializar a capacidade das pessoas.

5 - Prometa apenas o que possa cumprir.
Não atender as expectativas diminui a confiança que os outros têm em você.

6 - Memorize o nome das pessoas.
Esquecer ou trocar o nome de uma pessoa sinaliza que ela não significa nada para você.

7 - Sorria sempre.
Isso mostra que você é uma pessoa agradável.

8 - Evite mostrar que está irritado.
Não controlar os impulsos causa má impressão em todo mundo.

9 - Não critique ninguém na frente de outros.
A pessoa se sentirá menosprezada e ficará magoada com você.

10 - Respeite a opinião alheia.
Nem sempre as pessoas pensam como você, e isso não significa que estão necessariamente erradas.



A tarefa primordial da Igreja de Jesus Cristo é celebrar o Seu Nome, adorá-Lo, cultuá-Lo. Afirmou o Senhor Jesus Cristo em João 4.23,24: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". Tudo o mais é decorrente do culto.

Foi para cultuar e adorar a Deus que fomos trazidos à fé e à salvação. Deus nos convoca para a adoração. No entanto, em muitos casos, apenas nos divertimos. Fomos chamados para cultuar, mas fazemos na igreja paródia de teatro, de circo, de programa de auditório;
somos espectadores, quantas vezes, mas não cultuantes.

O objetivo da adoração é despertar a consciência da santidade de Deus. Um aspecto do culto é encontrado em Romanos 12.1: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional".

O verdadeiro culto, então, é medido pela transformação de quem cultua pelo fato de estar na presença de Deus. Mede-se por uma nova visão de Deus, por uma compreensão que torna a caminhada diária, a aventura do dia a dia mais profunda com Deus na nossa vida, com Cristo no nosso coração, com o Espírito Santo segurando a nossa mão. O verdadeiro culto incomoda a nossa vida e o modo como temos vivido. Que falta em nossos dias em relação a essa reverência e temor a Deus? O que anda acontecendo em muitas igrejas evangélicas é mais programa de auditório que profundidade na palavra.

Mas há quem prefira o raso de uma religião infantil à profundidade do culto racional, do culto em espírito e do culto em verdade. E deste modo, quando o crente está com a sua vida apagada e cheia de desobediência, e de rebeldia e de pecado, o louvor não sai

Oração é um fenômeno espiritual. Consiste numa queixa, num grito de angústia, num pedido de socorro. Consiste numa serena contemplação de Deus, princípio imanente e transcendente de todas as coisas.

A oração é um ato de amor e adoração para com Aquele a Quem se deve a vida. Ora-se como se ama, ou seja, com todo o nosso ser. Não há necessidade de eloqüência para que seja atendida. Foi o caso do cego Bartimeu, que ao ouvir que Jesus estava passando, exclamou "Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!" Mc 10.46ss). Ele só tinha o grito. Nada mais.

Oração é uma batalha. Para essa batalha, temos que vestir a armadura do crente (Ef 6.11). Nela, enfrentamos hostes espirituais, os poderes de Satanás. Oração é prestar atenção a Deus. Você tira tempo para falar com Ele, o Pai, e, também, para ouvi-Lo .

Grandes intercessores na Bíblia não escolhem lugar para orar: Agar orou no deserto (Gn 21.16); Moisés fez acabar uma rebelião com oração (Ex 15.24,25); Ana teve um filho como resposta à oração (1Sm 1.27,28); Samuel derrotou uma nação inimiga pela oração (1Sm 7.9,10); Gideão provou a vontade de Deus através da oração (Jz 6.39,40); Elias pela fé e oração venceu os profetas de Baal (1Rs 18.37,38); Davi pediu misericórdia (Sl 51.10ss); Salomão santificou a Casa de Deus pela oração (2Rs 20.1,2,5); Ezequias acrescentou anos à vida pela oração (2Cr 18.3); Josafá saiu de uma situação difícil pela oração ((2Cr 18.3); Daniel pediu auxílio pela oração (9.16); Esdras recebeu orientação divina porque orou (Ed 8.21,22); Zacarias viu o sonho de sua vida realizado pela oração (Lc 1.13).

Você pode ser intercessor em qualquer lugar: Ezequias orou na cama (2Rs 20.1); Jonas em alto mar (Jr 2.1); Jesus o fez no Calvário (Lc 23.34); Jairo, na rua (Lc 8.41); Pedro orou no terraço (At 10.9); Paulo e Silas estavam na prisão (At 16.25), e um criminoso não nomeado o fez nos seus últimos momentos de vida (Lc 23.42).

Ora-se como se ama: com todo o ser. Não há necessidade de eloqüência para ser atendido, já o dissemos. Pedro fez uma oração com três palavras (Mt 14.30); o publicano com sete palavras (Lc 18.13); Salomão fez uma longa oração na consagração do templo (2Cr 6.12-42).

Mas, como orar? A Bíblia é tão clara...
• Sem hipocrisia, exorta-nos Mateus 6.5. Hipocrisia é uma representação, uma peça de teatro; é faz-de-conta com extrema maldade (Mt 15.7,8).
• Secretamente, ensina Mateus 6.6. Isso corresponde, até, a ficar a sós com Deus mesmo na multidão.
• Com fé, atesta Hebreus (11.6).
• De modo definido como o declara Mateus 6.7,8 e Marcos 11.24.
• Com insistência, mesmo (Lc 18.1-7; Mt 15. 21.28).
• Com submissão fala Romanos 8.21, aguardando o que Deus quer fazer em nós.
• Com espírito de perdão, como expresso em Marcos 11.25,26.
• E, por fim, em nome de Jesus(Jo 14.14).

Muita oração deixa de ser atendida por falta desses importantes elementos ou pela presença de motivos indesejáveis. São orações estéreis pelo egoísmo, mentira, orgulho, falta de fé e de amor, teimosia e desobediência a Deus (Zc 7.12,13; Dt 1.45; Pv 28.9), Pecado (Sl 66.18; Is 59.2; 1.15; Mq 3.4; Sl 66.18), desarmonia no lar ((1Pe 3.7); vaidade (Jó 35.12,13), falta de perdão (Mt 6. 14,15), indiferença (Pv 1.28), amor próprio exaltado e maus objetivos (Tg 4.3).

De tudo isso, decorre que quem ora tem senso de incapacidade e insuficiência, compreende necessitar de ajuda extra e clama a Deus. Paulo disse "A nossa suficiência vem de Deus" (2Co 3.5), e Jesus exortou que "... sem mim nada podeis fazer" (Jo 15.5b). Quem ora tem fé (Hb 11.6). Se quer ser atendido, ore com fé (Mt 21.21,22; Jo 11.40).

Temos de Deus muito o que repassar aos outros: o evangelho deve ser repassado (Mt 28.19,20). Porque somos facilitadores do reino de Deus, o produto da vida cristã deve ser repassado (Ef 2.8ss), o fruto do Espírito deve ser repassado (Gl 5.22,23). O fruto do Espírito é um programa de vida a ser facilitado, repassado e posto em ação:
• AMOR (Cl 3.14). Deus é amor; o amor perdoa (1Co 13)
• ALEGRIA (Rm 14.17). Não são sorrisos; "Alegrai-vos no Senhor"; Cuidado com a confiança mal colocada (deve ser posta no Senhor);
• PAZ (Rm 12.18)
• PACIÊNCIA (Cl 3.12,13).Mesmo na provocação;
• BENIGNIDADE (Cl 3.12);
• BONDADE (Gl 6.10);
• FIDELIDADE (Pv 20.6)
• MANSIDÃO e
• DOMÍNIO PRÓPRIO (Pv 25.28)

Sobre o amor, lembremos que no evangelho há o amor de Deus por nós; o nosso amor por Deus; o nosso amor pelos outros.

Quanto ao amor de Deus por nós, conforme expresso em João 3.16; 1João 4.19. O que distingue o evangelho de qualquer outro sistema religioso, teológico ou filosófico é o verbo "dar". Deus deu. Agostinho ensinou que "Deus ama a cada um de nós como se só houvesse um de nós para amar".

Em relação ao nosso amor por Deus, amo realmente a Deus e a Cristo? Em João 21, há uma expressiva pergunta de Jesus: "Simão, filho de João [ponha seu nome e sobrenome], amas-me?" Como podemos ser facilitadores se perdemos o primeiro amor?

O terceiro tema é o nosso amor pelos outros. Ou colocamos em ação ou não somos facilitadores de coisa nenhuma.